No próximo dia 1º de setembro, o Departamento de Aposentados do Sindipetro-RJ promoverá o seminário “Petros/AMS: Fim dos equacionamentos e consequências de uma possível migração”. O encontro reunirá representantes do movimento sindical e de entidades de participantes para discutir um dos temas mais importantes e decisivos para o futuro dos trabalhadores, aposentados e pensionistas da Petrobrás: a possibilidade de migração dos atuais planos de Benefício Definido (BD) para planos de Contribuição Definida (CD).
O seminário contará com um painel no qual estarão colocadas, de forma explícita, duas posições distintas. De um lado, três sindicalistas ligados à FUP defenderão a alternativa da migração. De outro, três representantes de entidades se posicionarão contrariamente à mudança, defendendo a preservação dos direitos e das garantias construídas ao longo de décadas pelos participantes da Petros.
Entre os representantes que estarão no campo contrário à migração estará Oscar Scottá, integrante do Núcleo de Participantes da Petros, que participará do debate representando o Núcleo. Sua presença será também uma oportunidade para apresentar e defender publicamente o posicionamento que vem sendo construído pelo Portal em Defesa da Petros: a migração não deve ser apresentada como solução inevitável para os problemas dos planos, especialmente quando implica transferir para os participantes riscos que hoje são compartilhados e protegidos pelas características dos planos de Benefício Definido.
A participação no seminário reafirma o compromisso do Núcleo de Participantes da Petros com a informação, o debate democrático e a defesa dos interesses dos participantes. Mais do que simplesmente escolher entre duas modalidades de plano, está em discussão quem assumirá os riscos, quem terá seus direitos preservados e quais serão as consequências para o futuro dos participantes da Petros. É fundamental, portanto, que qualquer proposta seja examinada com profundidade, transparência e responsabilidade, sem aceitar como inevitável uma mudança que pode produzir consequências permanentes.
O Núcleo estará presente para defender uma posição clara: não à migração como solução para os problemas da Petros e sim à busca de alternativas que preservem os direitos dos participantes e garantam a sustentabilidade dos planos sem transferir para trabalhadores, aposentados e pensionistas o ônus e os riscos das decisões tomadas ao longo da história da Fundação.